Porto em 48 horas: um roteiro pela cidade que nos conquistou

Por Crisna | Portugal

Porto foi uma daquelas cidades que nos conquistaram rapidamente. Em apenas 48 horas, conseguimos caminhar por ruas históricas, conhecer alguns dos cartões-postais mais famosos de Portugal, experimentar a gastronomia local, atravessar o Douro e ainda mergulhar na história do vinho do Porto.

Com uma atmosfera que mistura patrimônio histórico, boa gastronomia, arquitetura, rio e uma vida urbana bastante agradável, Porto é um destino que combina muito com quem gosta de explorar uma cidade caminhando, sem precisar de um roteiro corrido.

Nossa passagem foi curta, mas suficiente para entender por que Porto merece alguns dias no roteiro de uma viagem por Portugal.

Como é Porto, em Portugal?

Porto é a segunda maior cidade de Portugal e está localizada às margens do Rio Douro, no norte do país.

É uma cidade histórica, mas que ao mesmo tempo tem uma atmosfera jovem e bastante viva. O centro reúne igrejas, edifícios históricos, cafés, restaurantes, lojas e ruas de pedra, enquanto a região da Ribeira oferece uma das paisagens mais bonitas da cidade.

Uma das melhores características de Porto é justamente a possibilidade de conhecer grande parte de seus principais pontos turísticos a pé.

Mas há um detalhe importante: Porto tem muitas ladeiras e algumas caminhadas são bastante íngremes. Por isso, um calçado confortável faz toda a diferença.

Nossa experiência foi justamente essa: usamos Uber para alguns deslocamentos mais estratégicos e fizemos boa parte do roteiro caminhando.

Quando ir para Porto?

Porto pode ser visitada durante todo o ano, mas cada estação oferece uma experiência diferente.

Primavera — março a maio

É uma ótima época para conhecer a cidade, com temperaturas mais agradáveis e dias que começam a ficar mais longos.

Verão — junho a agosto

É a época de maior movimento turístico e também de dias mais longos e quentes. Para quem quer aproveitar bastante os passeios ao ar livre, pode ser uma boa escolha, mas é importante considerar que julho e agosto costumam ter maior procura.

Outono — setembro a novembro

Setembro pode ser especialmente interessante: ainda há dias agradáveis, mas a cidade tende a ficar menos movimentada do que no auge do verão.

Inverno — dezembro a fevereiro

As temperaturas são mais baixas e há maior possibilidade de chuva. Por outro lado, é uma época interessante para quem prefere viajar com menos movimento e encontrar preços potencialmente mais atrativos.

Lovedica: se você puder escolher, primavera e início do outono são períodos muito interessantes para explorar Porto caminhando.

Como chegar e como se locomover em Porto?

O Aeroporto Francisco Sá Carneiro fica relativamente próximo do centro da cidade.

Na nossa chegada, optamos pelo Uber do aeroporto até a hospedagem, uma alternativa prática principalmente quando se está com malas.

Depois, para conhecer os principais pontos turísticos, fizemos muita coisa a pé.

Para nós, essa foi uma das melhores formas de conhecer Porto: caminhar sem pressa, observar a arquitetura, entrar nas ruas menores e descobrir lugares pelo caminho.

O transporte público também é uma opção para quem prefere evitar as ladeiras ou precisa percorrer distâncias maiores.

Lovedica: não monte um roteiro baseado apenas em distâncias no mapa. Em Porto, uma caminhada de poucos quilômetros pode envolver bastante subida e descida.

Onde ficar em Porto?

Durante nossa passagem pela cidade, tivemos duas experiências de hospedagem.

YOTEL Porto

Nossa primeira base foi o YOTEL Porto, uma hospedagem moderna, confortável e muito bem localizada para quem quer explorar a cidade.

A localização foi um dos pontos que mais facilitaram nossa experiência, já que conseguimos sair caminhando para diversos pontos do centro.

É uma opção interessante para quem procura uma proposta contemporânea e quer ter praticidade durante uma viagem curta.

Vila Galé Porto

Também ficamos no Vila Galé Porto, outra alternativa para quem busca estrutura hoteleira completa.

Ter duas bases diferentes também nos permitiu experimentar regiões e propostas distintas de hospedagem na cidade.

Lovedica: para uma primeira viagem e especialmente para uma estadia curta, priorize localização. Estar bem posicionado pode fazer bastante diferença em Porto.

Porto em 48 horas: nosso roteiro

Se você tem apenas dois dias na cidade, é possível montar um roteiro bastante completo sem precisar correr.

DIA 1 — Avenida dos Aliados, São Bento, Ribeira e Douro

Começamos nosso primeiro dia pela Avenida dos Aliados, uma das áreas mais emblemáticas do centro do Porto.

A região é marcada por edifícios históricos e pelo imponente edifício da Câmara Municipal.

De lá, seguimos caminhando até a Estação de São Bento.

Estação de São Bento

Mesmo que você não precise pegar um trem, vale entrar na estação.

O grande destaque está no saguão principal, decorado com milhares de azulejos que representam episódios da história de Portugal.

É uma parada rápida, mas absolutamente imperdível.

Depois, seguimos pelas ruas do centro histórico em direção à Ribeira.

Ribeira do Porto

A Ribeira é provavelmente uma das imagens mais associadas à cidade.

As fachadas coloridas, o Rio Douro, os barcos e a Ponte Dom Luís I formam um cenário que merece ser contemplado sem pressa.

Nossa sugestão é reservar um tempo simplesmente para caminhar pelo cais e observar a cidade.

Ponte Dom Luís I

A ponte é um dos grandes cartões-postais de Porto.

Construída no século XIX, ela conecta Porto a Vila Nova de Gaia e possui dois níveis de circulação.

A paisagem do alto é especialmente bonita e rende algumas das melhores fotografias da viagem.

Jantar no Borboleta

Para encerrar nosso primeiro dia, jantamos no Borboleta, uma grata surpresa gastronômica.

A proposta combina criatividade e ingredientes portugueses, e cada prato acabou sendo uma descoberta.

Para nós, foi uma ótima maneira de terminar o primeiro dia na cidade.

DIA 2 — Livraria Lello, Clérigos, Rua das Flores e Vila Nova de Gaia

O segundo dia começou com alguns dos pontos turísticos mais famosos de Porto.

Livraria Lello

A Livraria Lello é uma das atrações mais procuradas da cidade e, por isso, nossa recomendação é comprar o ingresso antecipadamente pelo site oficial.

A livraria ficou famosa principalmente por sua arquitetura, com destaque para a escadaria central e o interior ricamente trabalhado.

Mesmo para quem não é apaixonado por livros, vale conhecer o espaço.

Lovedica: programe o horário da visita e compre o ingresso antecipadamente, principalmente em períodos de maior movimento.

Torre dos Clérigos

Depois, seguimos para a Torre dos Clérigos, outro dos símbolos de Porto.

A torre faz parte da Igreja dos Clérigos e oferece uma vista panorâmica da cidade.

São muitos degraus até o topo, mas a vista compensa para quem gosta de mirantes.

Rua das Flores e Centro Histórico

Depois dos pontos turísticos, vale simplesmente caminhar.

A Rua das Flores é uma das ruas mais charmosas do centro e conecta diferentes áreas históricas da cidade.

Essa é uma das partes do roteiro em que recomendamos não ter pressa.

Entre uma atração e outra, pare para observar as fachadas, os detalhes dos prédios, pequenas lojas e cafés.

Almoço no Brasão Cervejaria

Para o almoço, escolhemos o tradicional Brasão Cervejaria.

É uma boa parada para experimentar pratos típicos e petiscos portugueses em um ambiente descontraído.

Vila Nova de Gaia: atravesse o Douro e reserve algumas horas

Depois do almoço, atravessamos o Rio Douro em direção a Vila Nova de Gaia.

E aqui fica uma das nossas principais recomendações para quem visita Porto:

não deixe Gaia de fora do roteiro.

Embora muitas vezes seja tratada como uma extensão de Porto, a margem de Gaia tem uma experiência própria e é justamente onde estão algumas das caves mais tradicionais de vinho do Porto.

Cais de Gaia

Comece caminhando pelo cais.

Do outro lado do rio, você terá uma das melhores perspectivas para observar a Ribeira do Porto e a Ponte Dom Luís I.

O cenário fica ainda mais bonito no final da tarde, quando a luz começa a mudar.

Visita a uma cave de vinho do Porto

Uma das experiências que consideramos indispensáveis é visitar uma das caves tradicionais.

Nós escolhemos a Burmester, onde fizemos uma visita guiada seguida de degustação.

Por que fazer uma degustação de vinho do Porto?

Porque o vinho do Porto faz parte da própria história da região.

Durante a visita às caves, é possível entender melhor como o vinho é produzido, sua relação com o Vale do Douro e o processo de envelhecimento.

A degustação também ajuda a perceber as diferenças entre os estilos de vinho do Porto.

Para quem nunca fez uma experiência desse tipo, vale muito a pena.

Lovedica: reserve com antecedência e, se possível, escolha um horário no meio ou final da tarde para conseguir combinar a visita à cave com um passeio por Gaia.

Teleférico de Gaia

Depois da cave, seguimos para o teleférico de Gaia.

O percurso é relativamente curto, mas proporciona uma vista privilegiada do Douro, da Ponte Dom Luís I e das duas margens.

É também uma maneira prática de vencer parte da subida de Gaia.

E se você conseguir encaixar o passeio no final da tarde, melhor ainda.

Nós tivemos uma golden hour inesquecível às margens do Douro.

Foi um daqueles momentos em que o roteiro deixa de ser apenas uma sequência de atrações e vira memória de viagem.

O que comer em Porto?

Porto merece espaço especial no roteiro.

A gastronomia portuguesa é um dos grandes atrativos da viagem, e a cidade oferece desde restaurantes contemporâneos até lugares tradicionais.

Entre os pratos e experiências que vale procurar estão:

  • Francesinha;
  • Bacalhau;
  • Tripas à moda do Porto;
  • Bolinhos de bacalhau;
  • Pastéis de nata;
  • Queijos e embutidos portugueses;
  • Vinhos portugueses;
  • Vinho do Porto.

E, claro, reserve um tempo para conhecer as caves de vinho do Porto em Vila Nova de Gaia.

Mais do que simplesmente beber vinho, a experiência ajuda a entender a história e a identidade da região.

Porto é uma cidade para caminhar

Se tivéssemos que escolher uma característica que mais marcou nossa experiência, seria essa.

Porto é uma cidade para ser descoberta a pé.

É claro que Uber, metrô e outros meios de transporte podem facilitar determinados deslocamentos, principalmente quando há malas ou quando a subida é muito grande.

Mas é caminhando que você encontra boa parte do charme da cidade.

Uma porta antiga, uma fachada de azulejos, uma pequena praça, uma loja escondida ou um café podem acabar fazendo parte das melhores lembranças.

Quanto tempo ficar em Porto?

48 horas são suficientes para conhecer os principais pontos, especialmente se você organizar bem o roteiro.

Mas, se tiver disponibilidade, recomendamos 3 dias ou mais.

Com mais tempo, você pode conhecer Porto com mais calma e incluir experiências como:

  • Palácio da Bolsa;
  • Igreja de São Francisco;
  • Mercado do Bolhão;
  • Casa da Música;
  • Foz do Douro;
  • Jardins do Palácio de Cristal;
  • mais caves de vinho do Porto;
  • passeio de barco pelo Douro;
  • bate-volta para o Vale do Douro.

Porto vale a pena?

Muito.

Porto tem aquela combinação que torna uma viagem especial: história, arquitetura, gastronomia, vinho, paisagens e uma atmosfera que convida a caminhar.

Em dois dias, conhecemos alguns dos lugares mais emblemáticos da cidade, atravessamos o Douro, visitamos uma cave tradicional, experimentamos a gastronomia local e ainda conseguimos aproveitar o destino sem transformar a viagem em uma corrida contra o relógio.

Foram apenas 48 horas, mas suficientes para entendermos que Porto é daquelas cidades que deixam vontade de voltar.

Porto, 48 horas que nos conquistaram. 

Roteiro resumido — Porto em 48 horas

DIA 1
Avenida dos Aliados → Estação de São Bento → Centro Histórico → Ribeira → Ponte Dom Luís I → jantar.

DIA 2
Livraria Lello → Torre dos Clérigos → Rua das Flores → Centro Histórico → almoço → Vila Nova de Gaia → Cais de Gaia → cave de vinho do Porto + degustação → teleférico → pôr do sol às margens do Douro.

Lovedica: se puder acrescentar um terceiro dia, use-o para conhecer atrações que ficaram de fora e, principalmente, para explorar a cidade sem pressa. Afinal, Porto merece ser vivida além dos cartões-postais.